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ROTEIRO DE TEATRO

|EM CARTAZ|
 
Cabaré da Rrrrraça -  Com Bando de Teatro Olodum. O polêmico musical volta a ser exibido em comemoração aos seus 20 anos. Entre a estética de desfile de moda e programa de auditório, há influências de tradições afro e das danças populares contemporâneas. Teatro Vila Velha – Passeio Público, s/n, Campo Grande (3083-4607 / 3083-4600). R$ 20 e R$ 10 (sex e dom) e R$ 30 e R$ 15 (sáb). Sexta, sábado e domingo, às 20h. De 9 a 25 de julho.


Diário de Adão e Eva - Texto: Mark Twain. Direção: Yulo Cezzar. O texto traz a trajetória de um casal primordial, nascido no começo da humanidade e o conceito das diferenças entre o masculino e o feminino, as estranhezas decorrentes de seres pertencentes a gêneros diferentes, tudo sob o humor escrachado de um terceiro personagem, o anjo caído. Theatro XVIII – R. Frei Vicente, 18, Pelourinho (3322- 0018). R$ 5. Sexta a domingo, 20h (a partir do dia 2 de julho). Até 20 de julho.
 
 

  


Alegria de Viver - Texto: Deborah Moreira. Direção: George Mascarenhas. Com: Deborah Moreira e George Mascarenhas. Inspirado na obra do pintor Matisse, o espetáculo multimídia conta a história de um escultor que deseja se desfazer do passado e das obras. Revoltada, uma escultura ganha vida para se defender.  Teatro Sesi – R. Borges dos Reis, 9, Rio Vermelho (3334-4698). R$ 20 e R$ 10.  Sex, 20h. Até 27 de agosto.


 


Festival Ilusório de Peças Curtas - Com a Ilusória Cia. Texto: Hayaldo Copque e Vida Oliveira. O festival conta com três peças de teatro do absurdo. São elas O Casaco, Entrevista de Trabalho e Suaves Reticências. Os espetáculos têm entre 15 e 40 minutos e tratam de temas contemporâneos, como o racismo, loucura, arte, cultura. Sempre usando do humor gerado pelo aparente absurdismo e inverossimilhança das situações dramáticas apresentadas. Teatro Icba (Goethe-Institut) – Av. Sete de Setembro, 1809, Vitória (3337-0120). R$ 10 e R$ 5. Qui a sáb, 20h. Até 17 de julho.


Os Cafajestes - Comédia musical com os machistas de carteirinha Onório (Renato Fechine), Estevão (Rafael Medrado), Alencar (Marcelo Timbó) e Alfredinho (Daniel Rabelo) estão de volta em curta temporada. Teatro Módulo - Av. Magalhães Neto, nº 11, Pituba. (3354-6654). Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (sex.) e R$ 50 e R$ 25 (sáb. e dom.). Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 20h. De 16 a 29 de julho.


O Avesso de Eva - Direção: Amanda Maia. Com Ciro Sales, Vivian Rigueira e Will Brandão. Com inspiração no cinema noir, a montagem conta a história de dois amigos de infância que vêem a amizade testada depois de conhecerem Diana, mulher audaciosa que segue os seus desejos acima de tudo. Teatro Gamboa Nova – R. Gamboa de Cima, 3, Aflitos (3329-2418). R$ 10 e R$ 5. Qua, 20h. Até 28 de julho.


MPB Mulher Popular Brasileira - Comédia musical reflete sobre as músicas brasileiras cuja temática é a mulher. Teatro Salesiano - Praça Cons. Almeida Couto, 374, Nazaré. Ingresso: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Censura: 12 anos. Sábados e domingos, às 20 horas. Até 26 de setembro.










Um Caso de Língua - Texto: colagem. Direção: Carmem Paternostro. Com Urias Lima. O espetáculo faz um mosaico da formação do português brasileiro, a partir das influências de três matrizes linguísticas: africana, portuguesa e tupi. Teatro Sesi – R. Borges dos Reis, 9, Rio Vermelho (3334-4698). R$ 20 e R$ 10. Sáb e dom, 20h. Até 28 de agosto. VEJA O VIDEO

 



Trilogia da Ausência – Bicha Oca - Com Rodolfo Lima. Baseada nos contos homoeróticos de Marcelino Freire, a montagem discute a sexualidade a partir de textos literários. Em cena, um homossexual retrógrado e solitário questiona os hábitos atuais dos gays e a importância de manifestações da militância LGBT. Teatro Gamboa Nova – R. Gamboa de Cima, 3, Aflitos (3329-2418). R$ 10 e R$ 5. Quinta, 20h. Até 29 de julho. Saiba mais no Forum LGBT


Trilogia da Ausência – Todas as Horas do Fim - Com Rodolfo Lima. Livremente inspirado em Linda, de Caio Fernando Abreu. A obra retrata a volta de um homem para casa da mãe, depois da morte do namorado, expondo os conflitos com a convivência com a mãe que não encontra há muito tempo. Teatro Gamboa Nova – R. Gamboa de Cima, 3, Aflitos (3329-2418). R$ 10 e R$ 5. Sexta, 20h. Até 30 de julho. Saiba mais no Forum LGBT


Trilogia da Ausência – Requiém Para Um Jovem Triste - Direção: Ivania Davi. Com Rodolfo Lima. Alice é uma quarentona solitária e dependente do cigarro que recebe as pessoas em casa para conversar sobre suas escolhas, o papel da mulher na sociedade atual e anseios femininos como filhos, casamento e a espera do homem ideal.  Teatro Gamboa Nova – R. Gamboa de Cima, 3, Aflitos (3329-2418). R$ 10 e R$ 5. Sábado, 20h. Até 31 de julho. Forum LGBT
 
O Inferno Sou Eu - Dirigido por José Rubens Siqueira e com texto de Juliana Rosenthal K, espetáculo retrata a passagem de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir pelo Brasil. Com Marisa Orth e Paula Weinfeld. Dias 06, 07 e 08 de agosto. Teatro Casa do Comércio, na Avenida Tancredo Neves. Ingressos: R$ 60 (sexta-feira) e R$ 70 (sábado e domingo). Até 08 de agosto. Saiba mais no 


| ESPETÁCULOS INFANTIS |
 
É Meu, É Seu, É Nosso! - Direção: Heraldo Souza. Com: Cabriola Cia de Teatro/Gacc. Mostra a luta de um menino que, para vencer um câncer, conta com a força da família e dos amigos, a lhe dar solidariedade e esperança de vitória. Toda a renda será destinada ao GACC. Teatro do Isba – Av. Oceânica, 2717, Ondina (4009-3689). R$ 10 e R$ 5.  Sábado e domingo, 16h. Até 25 de julho. 












A Cigana e o Mar - Texto e direção: Gil Santana. Com Clarisse Falcão, Guilherme Guido Junior , Sandra Mattos, Gil Santana , Nina Nunes , Dhaniel Alves. A ciganinha Carmem Carmelita tem um sonho diferente, no qual ela descobre que há um mistério a resolver. Com a ajuda do vento, das cartas e de um marinheiro, ele conhece o mar, a maresia, o mar revolto, o mar sereno e até o mar morto.  Teatro Gil Santana – R. Almerinda Dutra, 67, Rio Vermelho (3489-2917). R$ 18 e R$ 9. Sáb e dom, 16h. Até o final do mês.


O Gato de Botas - Adaptação e direção: Gil Santana. Com Gil santana , Guilherme Guido Junior, Sandra Mattos, Nina Nunes, Clarisse Falcão, Dhaniel Alves e Onã Rudá. Um velho moleiro, antes de morrer , resolve dividir tudo o que possui com seus filhos. O primeiro fica com um moinho, o segundo com um burro e o terceiro com um gato. Todos ficaram muito contentes, menos o Pedrinho, que ficou com o gato. Só que o gato, era um gato especial e diferente. Teatro Gil Santana – R. Almerinda Dutra, 67, Rio Vermelho (3489- 2917). R$ 20 e R$ 10. Sáb e dom, 17h. Até final do mês.






O Rato do Campo e o Rato da Cidade - Adaptação e direção: Gil Santana. Com Sandra Mattos, Guilherme Guido Junior e Dhaniel Alves. O espetáculo conta a estória de dois ratinhos que vivem em mundos diferentes. Um na cidade e outro no campo. Teatro Gil Santana – R. Almerinda Dutra, 67, Rio Vermelho (3489- 2917).  R$ 20 e R$ 10. Sáb, dom e feriados, 18h. Até o final do mês.


O Casamento de Dona Baratinha - Adaptação e direção: Gil Santana. Com Guilherme Guido Junior, Nina Nunes, Dhaniel Alves , Clarisse Falcão e Gil Santana. A história de Dona Baratinha, que tem o sonho de se casar. Só que ela nunca conseguia um pretendente. Até que um certo dia, ela achou um baú cheio de moedas e todos queriam, agora, com ela casar. Teatro Gil Santana – R. Almerinda Dutra, 67, Rio Vermelho (3489- 2917). R$ 20 e R$ 10. Sábado e domingo, 17h. Até 31 de julho.


O Cavalinho Que Só Canta na Chuva - Texto e direção: Gil Santana. Com: Guilherme Guido Junior , Gil Santana , Clarisse Falcão, Nina Nunes e Dhaniel Alves. O cavalinho Cazuza adora cantar, só que, como nunca chove no sertão, ele, então, mas promete só voltar a cantar quando chover no sertão.  Teatro Gil Santana – R. Almerinda Dutra, 67, Rio Vermelho (3489- 2917). R$ 18 e R$ 9. Sábado e domingo, 16h. Até 31 de julho.


Os Nossos Saltimbancos - Adaptação e direção: Gil Santana. Gil Santana, Guilherme Guido Junior, Clarice Falcão. O espetáculo conta a história de quatro atores saltimbancos, que fazem teatro de rua. Quando chegam a um teatro, eles resolvem contar para todos várias histórias, e entre elas as dos Os Saltimbancos, Os 4 Amigos e vários outros espetáculos. Teatro Gil Santana – R. Almerinda Dutra, 67, Rio Vermelho (3489- 2917). R$ 20 e R$ 10. Sábado, domingo e feriados, 18h. Até 31 de julho. 

Os Três Porquinhos -
Adaptação e direção: Gil Santana. Com Guilherme Guido Junior, Gil Santana, Nina Nunes , Clarisse Falcão, Dhaniel Alves. Os três porquinhos estão apavorados com a chegada do terrível Lobo Mau, que quer levá-los para a panela. Eles e resolvem, então, construir casas para se proteger do grande perigo.  Teatro Gil Santana – R. Almerinda Dutra, 67, Rio Vermelho (3489-2917). R$ 20 e R$ 10. Sábado, domingo e feriados, 15h. Até 31 de julho.



Palharia, Palhaço, Palhaçaria - Direção: Alexandre Luis Casali. Com Alexandre Luis Casali, Geovane Nascimento, Marconi Araponga e Rose Boareto. O espetáculo mostra várias formas de improviso com situações que vão sendo construídas por jogos. Teatro Sesc-Senac – Lg. do Pelourinho, 19, Centro Histórico (3324-4520). Entrada franca. Sáb, 16h. Até 31 de julho.
 
O Pássaro do Sol - Direção: Olga Gómez. Com a Cia A Roda. Espetáculo de sombras animadas apresenta uma versão do mito indígena da descoberta do fogo e narra a história de um jovem guerreiro que é transformado em pássaro para ir ao céu roubar as chamas do palácio do sol.  Teatro Sesi – R. Borges dos Reis, 9, Rio Vermelho (3335-1529). R$ 10 e R$ 5. Sábado e domingo, 16h. Até 1º de setembro 
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TEATRO: TUDO NO TIMING

TUDO NO TIMING
Comédia inteligente no tempo certo.
Depois dos jogos da Copa, a dica é relaxar com comédias ligeiras.

Tudo no timing é o título da coletânea de sete peças curtas do autor David Ives, que será encenada pelos alunos do 5º período do Curso de Interpretação da Escola de Teatro da UFBA. Ambientado num cabaré, o evento vai mesclar as sete peças curtas – divididas em dois blocos, com um pequeno intervalo no meio  – com números musicais, executados pelos próprios atores.  A entrada é franca. O local não poderia ser mais apropriado: o Cabaré do Teatro Vila Velha, que apóia o espetáculo em parceria com a UFBA.
Sinopses
A expressão “tudo no timing” poderia, numa livre tradução, significar “no tempo certo”. Isto vale tanto para o gênero da comédia – onde a piada tem que ser contada no tempo certo – quanto para a temática das peças de Ives: encontros e desencontros que dependem da hora certa para acontecer. O autor abusa do nonsense, com piadas rápidas e inteligentes, muitas vezes usando a própria linguagem para fazer graça.
O primeiro exemplo é o texto intitulado  “A língua universal”. Nele, um professor de língua estrangeira, e estranha “Unamunda” se vê às voltas com uma aluna tímida, que deseja expressar no novo idioma o que não consegue expressar em português. Numa hilária combinação de expressões e sonoridades colhidas em vários idiomas, as personagens percebem aos poucos que tem muito mais em comum, resultando numa inevitável e urgente paixão.
Em “Palavras, palavras, palavras”, mais uma vez é a linguagem que está em foco: três macacos domesticados são submetidos à uma experiência científica: trancafiados no escritório, eles tem que datilografar indefinidamente, até um deles conseguir produzir “Hamlet”. Sem nem saberem de que trata “Hamlet”, eles discutem sua condição de funcionários robotizados pela rotina, acorrentados a um pesquisador-chefe que lhes dá bananas em troca de produtividade. Com sua peculiar crítica ácida, David Ives cutuca a fraude acadêmica, o capitalismo predador e a perda progressiva de criatividade das massas.
“Variações sobre a morte do Trotsky” mostra o revolucionário russo e sua mulher, exilados no México, no dia da morte do escritor. Com toques de teatro de absurdo, a peça repete com pequenas variações o momento em que Trotsky toma consciência de seu assassinato. À maneira de uma sinfonia, em que o tema musical sofre pequenas variações em cada parte, a cena sofre pequenas modificações a cada vez que se repete, até o final poético, em que um Trotsky melancólico reconhece que também sua morte real – assassinado por um desafeto disfarçado de jardineiro – é absurda.
A musicalidade com que David Ives constrói seus textos também está presente em “Com certeza”, cena na qual um casal inicia um flerte num bar, entre avanços e retrocessos na paquera. A cada vez que a conversa “emperra”, por alguma gafe cometida, uma campainha soa. A cena retrocede até a fala anterior, onde ocorrera a gafe. Dessa maneira, o casal tem inúmeras chances de recomeçar – chances que não são dadas na vida real – e consegue chegar até um final feliz. É o estilo de Ives: usar das chances que só o teatro consegue prover.
“Brasília” é uma das peças mais curtas, na qual duas amigas se encontram num bar com ânimos bem opostos: uma delas está tendo um mau dia, e descobre que, apesar de viver em Salvador, ela vive “metaforicamente” em Brasília, onde nada de bom acontece. A outra, que está evidentemente feliz, vive “metaforicamente” em Itacaré, onde a vida é uma festa. Entretanto, o rumo das coisas mudará para as duas no decorrer da conversa.
“Um tipo singular” é o único monólogo do pacote, e nele mais uma vez impera o nonsense: um homem se descobre uma máquina de escrever – uma Olivetti 250 – e se apaixona por uma mulher que na verdade é uma folha de papel.
O  último texto  é uma peça musical, isto é, uma espécie de ópera minimalista. Chama-se “Philip Glass compra pão” e faz referência exatamente ao compositor Philip Glass, que na década de 80 fez composições de melodias repetitivas e atonais. No texto, Glass e uma antiga namorada se encontram numa padaria, e deixam revelar seu amor antigo através das combinações de sílabas que formam a frase “Philip Glass compra pão”.
O  formato
“Tudo no timing” será apresentado na íntegra, com um intervalo de vinte minutos.   Durante o espetáculo, o serviço de bar do Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha estará funcionando, e a idéia é de justamente criar um ambiente de teatro de variedades, onde números musicais se mesclem aos textos de época. Toda a sala do Cabaré será usada, em ambientação dos próprios alunos.
A  equipe
A direção geral da montagem está a cargo da Prof. Jacyan Castilho, que este ano dirigirá também a montagem do Núcleo de Teatro do TCA. A direção musical foi conduzida pelo competente Luciano Bahia, que também assinará a trilha musical do Núcleo. Figurinos e cenários são criados pelo elenco, como atividade de formação, orientados pela Prof. Manhã Ortiz.  A preparação vocal é de Maria Souza e a preparação corporal de Leonel Henckes.

O elenco é formado pela turma do 5º período de Interpretação da Escola de Teatro da UFBA.

SERVIÇO

O QUE – TUDO NO TIMING
ONDE – CABARÉ DOS NOVOS DO TEATRO VILA VELHA – Passeio Público, s/n – tel 30834600
QUANDO – 2, 3 e 4 de julho.                   HORÁRIO:   18h
INGRESSO:   Entrada franca
Contatos: Jacyan Castilho -  jacyancastilho@gmail.com